Tuesday, July 22, 2008

A Equidade dos Números

São 25. Já. Para o melhor ou para o pior. Assim seja. Que venham muitos mais. Não estou preparada para a idade mas estou para o futuro. Que continue a marcha. E tu? Continuas comigo? No meu umbigo?

Hoje este é o nosso som. obrigada pelo tempo, pelas aventuras e pelos dias. E pelos anos.

KATE HAVNEVIK - UNLIKE ME

There are no guarantees in life 
Not for the present, 
Nor for the future. 
All I know is 
That I'm here; 
Don't know for how long. 
I love the way 
You live so intensely 
Enjoy every minute of life 
With space to swing 
Your arms around 
Laughing loudly 

Unlike me 
Unlike me 
Do you think I'm strange? 
Unlike you 
Unlike you 
I am not pretending 

There is no time 
There is no time 
There is no time 
Time doesn't really exist 

The past, the present, 
And the future, 
Are all side by side; 
Hand in hand. 
You move and change, 
Yet you go nowhere; 
Everything stays the same. 
You stare at me 
And ask me questions, 
Makes me nervous 
This room it keeps a constant tone 
While I'm on a roller coaster 

Unlike me 
Unlike me 
Do you think I'm strange 
Unlike you 
Unlike you 
I am not pretending 

There is no time 
There is no time 
There is no time 
Time doesn't really exist 

There is no time 
There is no time 
There is no time 
Time doesn't really exist

Sunday, July 20, 2008

A Nossa Vida Secreta


   Passaram 15 anos para ele. Para mim passaram também. Anos em que ele fez parte das pequenas coisas. Nas idas para a escola no carro da família. Nas idas de metro para a faculdade ou para o trabalho. Nas viagens antes de dormir. Na banda sonora dos meus passos pelos passeios da rua. No ritmo da cidade. No relvado da Gulbenkian ou na praia do Estoril. Primeiro foi da minha mãe, depois meu. Agora é das duas. É de tantos. 

   Foi em estado livre que se apresentou ao desaparecer do sol, junto do rio. Foi naquela torre de babel que renovei os meus votos. Voltei à infância onde a batida imperial da valsa fazia rodar a minha saia. A minha valsa. A valsa dos dois. Um- dois- três... um-dois-três. O rosto do meu par já não é o mesmo. Nem o corpo. Nem o olhar. Eu também já não sou a mesma. Mas começam a soar os primeiros acordes e ouve-se a voz e ai percebo que o tempo não o mudou, foi ele que mudou o tempo. O tempo foi impedido de continuar. Visto o disfarce do rio e finjo que não são lágrimas o que deixo cair. Nunca senti de forma tão profunda o desejo de infelicidade. É de tristeza que se vestem as poucas estrelas decadentes que têm a coragem de voltar ao que já foram. Ele não. Ele não é uma imitação de si próprio. É uma constelação que vive pelo puro prazer de respirar. De ser. E de ainda sentir. 
   Obrigada pela entrada hostil. Foi de tirar o chapéu, meu amigo.

"And I'll dance with you in Vienna 
I'll be wearing a river's disguise 
The hyacinth wild on my shoulder, 
My mouth on the dew of your thighs 
And I'll bury my soul in a scrapbook, 
With the photographs there, and the moss 
And I'll yield to the flood of your beauty 
My cheap violin and my cross 
And you'll carry me down on your dancing 
To the pools that you lift on your wrist 
Oh my love, Oh my love 
Take this waltz, take this waltz 
It's yours now. It's all that there is."

                                                                                                                       Leonard Cohen

Imagem: http://www.youngpoets.ca/rebels/roadsid2.jpg